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Eles não Moram Mais Aqui > António Carlos Cortez
Sexta-feira, 29 Junho 2018, 17:00
livro
Editora Gato-Bravo e António Carlos Cortez apresentam o premiado
Eles não moram mais aqui, de Ronaldo Cagiano, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa.


A metrópole apressada desconhece pai e filho, cujo diálogo cresce na medida em que sobem. A escalada será uma aventura tão solene como enigmática. Em seus corações, tange um sino a lembrar que a vida é uma jornada sem igual. Às vezes, paz. Em outras tantas, sinfonia de lamentos, em concerto inesperado. O pai, um homem partido ao meio, metade gente, metade saudade. ‘Eles não moram mais aqui’, o 17o livro do autor Ronaldo Cagiano, reúne dezasseis contos escritos ao longo de nove anos. Publicado em 2015 no seu país natal, o livro ganhou o Prémio Jabuti de 2016, um
dos mais importantes prémios literários nacionais do Brasil.


Nesta obra é possível encontrar belas referências aos grandes nomes da literatura mundial, como James Joyce, Rainer Maria Rilke, e especialmente da literatura brasileira, como Clarice Lispector,


Nuno Ramos, Mário Faustino e Marçal Aquino.
O texto de Cagiano não é descanso, não é placidez, não é um passeio de domingo em jardins floridos. A sua beleza está, justamente, no seu estilo bruto, na dissecação de dores e tormentas.
Cagiano desabrocha a humanidade extrema das personagens e exibe o que há na vida de mais frágil e escuro: a dor da separação, a distância dos filhos, a morte, a rotina diária e, ao fim de cada ciclo, a espera pelo Natal. Apesar da tristeza que ronda alguns dos contos há também o deslumbramento com o mistério da vida, que o faz continuar e respirar novamente.
Como o crítico, poeta e escritor André di Bernardi sugere, ao ler Cagiano damo-nos conta da fúria do tempo e de que ‘somos literalmente tragados diante do fluxo furioso da vida’.


Ronaldo Cagiano nasceu em Cataguases, Minas Gerais. Formou-se
em Direito e viveu em Brasília e São Paulo. Mora em Lisboa. Estreou em 1989 com Palavra engajada (poesia).
Publicou, entre outros, Dezembro indigesto (contos, vencedor do Prêmio Brasília de Produção Literária em 2001), O sol nas feridas (poesia, finalista do Prêmio Portugal Telecom em 2012), Observatório do caos (poesia) e Diolindas (novela). Organizou as coletâneas Poetas mineiros em Brasília (2001), Antologia do conto brasiliense (2004) e Todas as gerações — conto brasiliense contemporâneo (2006).
Atualmente, o autor colabora com artigos e resenhas em jornais e revistas do Brasil e da Europa.
Localização : Auditório / Galeria

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