Já não há nada

Já não há nada
10 €

Autor

Léo Ferré

Sinopse

O seu humor satírico desfaz a linguagem, a religião, o casamento, o urbanismo, o poder e a exploração do trabalho; mas também as revoltas e as revoluções recuperadas e digeridas. Este poema foi importante para muitas pessoas que o ouviram: faz pensar. É quase uma súmula do pensamento de Ferré num dado momento histórico. É a primeira tradução portuguesa. Depois do seu concerto no Coliseu dos Recreios de Lisboa em 1982, foram traduzidos e publicados vários textos – prosa e poesia – do autor, pela editora Ulmeiro, em 19843.

Este poema maior não consta. A sua escrita é de uma beleza feroz, tocante, com frases lapidadas, inesperadas, elididas, recheadas de neologismos, de expressões populares e de calão. É um enorme poeta e cantor a descobrir.

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livraria@lerdevagar.com

Elementos de Geopolítica e Geoestratégia

Elementos de Geopolítica e Geoestratégia
25 €

Autor

Gilberto Veríssimo

Sinopse

Esta obra tem como objectivo contribuir para o reforço da capacidade e habilidade daqueles – civis ou militares – que pretendam assumir responsabilidade pública na vida do seu país. É verdade que a política tem que intervir no planeamento das acções militares, em que plenamente se aplica a estratégia; sendo também verdade que o político sem preparação, conhecimento, pensamento ou sensibilidade estratégica, certamente criará danos gravissimos à condução do seu país, a um futuro escolhido em tempo de Paz.

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Descompasso

Descompasso
13.50 €

Autor

Onofre dos Santos

Sinopse

O romance desenvolve-se essencialmente em 1961-62, período difícil e ainda pouco estudado da História Portuguesa — falta distância. Eram então Presidente do Conselho e Ministro da Defesa, o Professor Doutor António de Oliveira Salazar, Ministro do Ultramar, o Professor Doutor Adriano Moreira e Governador-Geral e Comandante-Chefe das Forças Armadas em Angola, o General Venâncio Deslandes. Podia intitular-se «O Bom, o Mau e o Vilão», cabendo ao leitor, fazer a sua escolha ao longo da trama; ou «Desatino» pela incapacidade de acerto de acção… tanto foi o «Descompasso» no final.

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livraria@lerdevagar.com

Óbidos Vila Literária na Antena 3

Óbidos Vila Literária na Antena 3
Em Óbidos nasceu uma Vila Literária. Diz José Pinho, um dos mentores deste projecto e nosso convidado hoje: «Este projecto da Vila Literária, que é uma iniciativa conjunta da Ler Devagar (LX Factory-Lisboa), da livraria Histórias com Bicho (Casais Brancos – Óbidos) e do Município de Óbidos, com o apoio dos editores e de outros livreiros , e é inspirado noutras cidades do livro que existem pela Europa, tem uma outra componente: a partir de 2014, vamos fazer festivais literários. Um grande festival anual, na Primavera, depois três festivais temáticos. É isso que nós queremos, porque Óbidos está muito ligada à cultura e à criatividade.»

 

Fonte: Entrevista na íntegra Antena 3

 

La villa medieval de Obidos quiere ser la mayor librería de Portugal

La villa medieval de Obidos quiere ser la mayor librería de Portugal

El pueblo medieval de Obidos, ya famoso por su festival del chocolate, quiere reconvertirse en Villa Literaria de Portugal con una iniciativa para albergar, en librerías temáticas, todos los títulos publicados por editoriales lusas.

La apertura, esta semana, de su primera Feria del Libro ha dado la señal de salida al proyecto que aspira a hacer de esta localidad amurallada, a unos 75 kilómetros al norte de Lisboa, “un destino internacional de la cultura”, como dice a Efe su alcalde, Telmo Faria.

La iglesia de Santiago, una de las joyas arquitectónicas de la localidad, alberga ya una librería generalista con capacidad para más de 40.000 textos que ha puesto el patrimonio de Obidos, fundado en el siglo XII y de poco más de 3.000 habitantes, “al servicio del libro”.

La idea, apadrinada por las autoridades y comerciantes de la villa, partió de Jose Pinho, dueño de una de las más populares librerías de Lisboa, “Ler Devagar” (Leer Despacio).

Además de la iglesia, levantada hace 827 años, la red de librerías que componen la base del proyecto la forman también otros espacios del pueblo que unen a sus actividades habituales la venta de libros temáticos.

Una galería ofrece títulos de arte y arquitectura; un espacio “gourmet” dedica parte de sus salas a textos sobre gastronomía y enología; y uno de los museos de la villa ofrece obras de arqueología, historia y patrimonio, mientras otro se centra en el mundo del cine, el teatro y las artes escénicas en general.

Seis de los espacios temáticos han sido inaugurados durante la Feria del Libro, y han recibido este fin de semana sus primeros visitantes.

Pero la Sociedad Vila Literaria, que gestiona el proyecto, quiere ir mucho más lejos y establecer, en total, una docena de locales a los que además se sumarán otros cedidos por el municipio y los comerciantes de Obidos, de forma que los libros y la literatura impregnen toda la ciudad.

La Sociedad y el Ayuntamiento se han marcado como objetivo que los espacios del libro repartidos por el pueblo alberguen, a finales de 2015, todos los títulos publicados por las editoriales portuguesas, señala Pinho, que en esta fase inicial del proyecto ha cambiado su residencia de Lisboa a Obidos.

La oferta editorial de la villa medieval reunirá no solo las publicaciones recientes de las editoriales lusas, sino ejemplares descatalogados, raros o de segunda mano, así como títulos en lenguas distintas al portugués, con vistas a los turistas extranjeros.

El Ayuntamiento confía en que no serán un obstáculo los costes del proyecto, cuya mayor partida hasta ahora -el acondicionamiento de la iglesia de Santiago valorado en 300.000 euros- ha sido financiado en un 85 % con fondos comunitarios europeos.

Para habilitar el resto de los espacios se prevén gastos mucho menores y el alcalde explica que “en el mercado, por ejemplo, se han construido estanterías con cajas viejas de fruta cedidas por los agricultores”.

Con la organización de varios festivales literarios a lo largo del año, Obidos quiere además destacarse de otros pueblos europeos con iniciativas culturales parecidas, como Hay-on-way en Gales o la vallisoletana y también medieval Urueña.

El más importante de esos certámenes comenzará dentro de diez meses, con carácter anual, y según Pinho planea traer a la localidad a autores de relevancia internacional, como los ganadores del premio Nobel de literatura.

El nuevo proyecto de Obidos vendrá a reforzar las actividades y ferias que ya organiza la villa, cuyas calles se abarrotan de miles de visitantes en la Navidad, durante los torneos y desfiles de ambientación medieval y en el Festival del Chocolate, que este año ha celebrado su undécima edición.

Situado en un promontorio poblado desde la prehistoria, Obidos albergó sucesivamente a celtíberos, romanos y árabes hasta que en 1.148 el primer rey de Portugal, Afonso Henriques, conquistó la localidad cuyas murallas son aún su principal símbolo.

 

Fonte: www.terra.cl

Inaugurada a I Feira do Livro da Óbidos Vila Literária

Inaugurada a I Feira do Livro da Óbidos Vila Literária

Inaugurada oficialmente ontem, dia 13 de Junho, a Vila Literária de Óbidos abriu ao público, a partir de hoje, das 10 às 22 horas, as livrarias Histórias com Bicho, nos Casais Brancos (infantil),  do CDI – Centro de Design de Interiores (Design e Moda), do Mercado (alfarrabista, viagens, turismo, gastronomia e vinhos e CD), da Galeria Nova Ogiva (artes e arquitetura), do Museu (história, património e arqueologia), do Museu Abílio (cinema, teatro e artes performativas) e a Grande Livraria de Santiago (generalista).

Durante a Feira do Livro (de 13 a 30 de Junho, de quinta a Domingo) estão abertas as livrarias da Adega – no EPIC (junto à Porta da Vila), da Praça (na Praça de Santa Maria) e a “Livraria Vão de Escada” e a “Galeria L”, com uma exposição de fotografia de José Manuel Rodrigues (no edifício dos Correios).

Fonte: Óbidos Diário

Tinta-da-china. 12 anos no Folio

Tinta-da-china. 12 anos no Folio

Sempre gostei do Folio. A ideia de passar uns dias fora de Lisboa, dentro das muralhas de um castelo medieval, com tantos recantos onde apetece só sentar e ficar quieta, agrada-me. Juntar a isto boa música, ver boas exposições, ouvir e conversar com autores, rever amigos que só encontro nestas ocasiões, beber copos, dançar e principalmente visitar, devagar, livrarias onde descubro livros que não via há anos ou nem sabia que existiam, faz o resto.

Há uns meses, aceitei o desafio da Celeste Afonso, do José Pinho e da Julita Santos para pensar numa casa tinta-da-china que abrisse no Folio, em Óbidos. Como fazer? Para além de trazermos todos os nossos livros, queríamos aproveitar a casa ao máximo, preparando uma programação consistente, que não nos envergonhasse, nem ao Folio.

Quando, na semana passada, inaugurámos a Casa Tinta-da-china, tínhamos montado uma livraria e uma pequena grande exposição, com curadoria de José Pacheco Pereira, sobre censura durante o Estado Novo.

Ao longo destes primeiros dias de Folio, falámos sobre a Revolução Russa, com José Pacheco Pereira e José Neves; sobre a revolução no audiovisual com Pedro Mexia e Filipe Melo; sobre a forma como, enquanto sociedade, estamos a tratar os nossos velhos, com Dulce Maria Cardoso e Fernanda Câncio e, também, de gastronomia algarvia e de antiprincesas. Vimos ainda Ricardo Araújo Pereira a apresentar  magistralmente António Prata, o melhor cronista brasileiro da sua geração que tenho a honra de publicar em Portugal.

No próximo fim-de-semana acaba o Folio, e com ele esta nossa nova experiência, que se tornou na comemoração dos 12 anos de idade da tinta-da-china.

Vamos terminar como começámos. Na sexta-feira, 26, estarei na nossa Casa, junto de Abel Barros Baptista e José Pacheco Pereira a falar de liberdade. Desta vez, de liberdade de expressão; sábado, Rui Tavares e Bernardo Pires de Lima vão debater a Europa actual e no domingo encerraremos falando de educação com Sérgio Niza, o mentor do Movimento Escola Moderna, Jorge Ramos do Ó e Joana Mortágua, sob o mote “Quem faz a escola?”.

Antes disso, no entanto, um dos momentos altos do Folio este ano será, sem dúvida, o encontro de dois fora de série: Ricardo Araújo Pereira e Gregorio Duvivier entrarão num bar e nós seremos os clientes.

O fim-de-semana vai ser rico por aqui. Dêem um salto a Óbidos e venham beber um copo connosco. É tudo de borla.

 

Bárbara Bulhosa

Editora Tinta-da-China

Aprender a rebeldia com os livros

Aprender a rebeldia com os livros

Aprender a rebeldia com os livros

Até domingo, em Óbidos encontros com escritores, lançamentos de livros, concertos e muita atividade nas livrarias. Para falar de revoluções.

“Alguém aqui gosta de ler?” Noemi Jaffe lança a pergunta e fica olhando em volta os braços que se levantam a medo. Meia dúzia de braços no ar. Mais dois ou três hesitantes. “Alguém está lendo algum livro agora?”, quer saber Noemi. Essa pergunta é ainda mais difícil. Risos nervosos. “Estou a ler um livro mas não me lembro do autor.” Há quem refira Os Maias, de Eça de Queiroz, leitura obrigatória na disciplina de Português. Uma rapariga está a ler um livro de Bukowski. “E está gostando?” “Sim, é o meu autor preferido.”
O grupo é composto por cerca de 20 alunos do 10.º e do 11.º ano, vindos de uma escola no Laranjeiro (Almada). Metade é da turma de Turismo, a outra metade do curso de Fotografia. Vieram a Óbidos, acompanhados pelas professoras, de propósito por causa do festival literário Folio, com hora marcada para um workshop com a escritora brasileira Noemi Jaffe com o tema “Literatura, a língua revoltada”. Às três tarde, na Livraria da Adega.
A escritora, que está em Portugal a lançar o seu mais recente livro, O que os cegos estão sonhando?, também é professora e sabe bem como é difícil conquistar os jovens destas idades para a literatura. “Qual a diferença entre a nossa conversa quotidiana e a escrita literária”, pergunta-lhes. Se a conversa tem como objetivo a comunicação e, para isso, tem de seguir determinadas regras, a literatura tem como único objetivo o prazer. “O escritor escreve porque gosta de escrever, o leitor lê porque gosta de ler. Como não tem qualquer utilidade nem qualquer objetivo, o escritor pode escrever sobre o que quiser e como quiser, não tem de seguir quaisquer regras.” Noemi Jaffe fala-lhes de escritores que subvertem as regras como Guimarães Rosa, Mia Couto, José Saramago, Valter Hugo Mãe. Na verdade, conclui, “a literatura é um ato de rebeldia contra a obediência que praticamos todos os dias”. “Revoluções, revoltas e rebeldias” – esse é o tema da terceira edição do Folio. E Noemi Jaffe faz um jogo com os jovens, desafiando-os a escrever dez palavras que têm que ver com liberdade e a depois construir um texto sobre a revolta.

Para José Pinho a rebeldia pode ser tentar transformar uma vila turística numa vila literária. O homem que fundou a livraria Ler Devagar (agora na LxFactory) e que entretanto abriu nove livrarias em Óbidos e ainda assegurou a sobrevivência da Férin (no Chiado) foi também o criador do festival Folio e, apesar de este ano ter sofrido um revés no seu orçamento, não tem intenções de desistir. “Em 2015, a Unesco declarou Óbidos como Cidade Literária e isso dá-nos responsabilidade e impõe-nos objetivos”, diz. Está já a pensar na próxima edição do Folio e na segunda edição do Latitudes, o festival de literatura de viagem, e tem planos para em 2018 pôr de pé mais um festival, agora dedicado à poesia.

 

“Em 2015, a Unesco declarou Óbidos como Cidade Literária e isso dá-nos responsabilidade e impõe-nos objetivos”

“Um jornal chamou-lhe o Astérix dos livros, porque resiste como alma solitária ao avanço dos grandes grupos editoriais. É assim que se vê?”, pergunta-lha a jornalista Maria João Costa, da Rádio Renascença, no programa Obra Aberta, gravado ontem, ao vivo, na Casa da Música, em Óbidos. José Pinho está à vontade com essa imagem de resistente. “O negócio dos livros não é um grande negócio, mas mesmo não sendo rentável pode servir para outras finalidades”, explica. “Para todos nós que nos metemos nisto, os livros são um vício. E os vícios são caros. Isto para mim é um ócio. Enquanto não for um pesadelo…”
Quando sai da gravação do programa, José Pinho passeia por Óbidos, com o seu saco de pano branco ao ombro, confundindo-se com os turistas que bebem ginjinhas em copos de chocolate e compram artesanato de cortiça. É difícil circular na rua principal da vila por entre uma multidão que fala em várias línguas e sotaques. São poucos os que reparam nas placas amarelas do Folio que apontam o caminho para as várias livrarias e outros espaços de atividades. José Pinho passa pela Casa da Criação – onde o escritor Mário Zambujal fala da revolução tecnológica que, “não sendo política, tem efeitos políticos e em todos os aspetos da nossa vida” – e acaba por sentar-se na plateia da Livraria Santiago, instalada numa antiga igreja, para ouvir Hugo Maia, que traduziu As Mil e Uma Noites do árabe para português, explicar como ao procurar o manuscrito mais antigo se percebe que este livro é, afinal, muito diferente da versão adocicada e ocidentalizada que nos tem sido vendida.
“Esta obra não foi produzida pelas elites, pelo contrário, é uma crítica evidente ao açambarcamento da riqueza por essa elite e também uma forma de resistência aos déspotas que oprimem os mais fracos”, diz o tradutor. “Há um espírito de resistência popular em As Mil e Uma Noites.” Ou como disse Noemi Jaffe aos jovens alunos da Margem Sul: “Na literatura não temos de nos adequar às regras nem temer que os outros nos julguem loucos. Toda a arte é uma expressão da liberdade.” E é aí, nos livros ou pelos livros, que, tantas vezes, nascem as revoluções.

PUBLICAÇÃO ORIGINAL AQUI

World Literature Today: Ler Devagar

World Literature Today: Ler Devagar

Lisbon is a city with no shortage of literary monuments. Look at downtown Chiado, where Livraria Bertrand continues its 285-year-old bookselling business uninterrupted, a meek world record. Along this same street, fanned out in a subtle triangle, Portugal’s greatest poets are frozen midjest or midparagraph in larger-than-life bronzes—Fernando Pessoa’s figure now permanently occupying his usual table outside Café A Brasileira, where the city’s writers once congregated to smoke and write and take their coffee. It is almost (almost) as though time has not passed at all. But the writers no longer take their coffee there.

 

Standing out amid all these pieces of history is Ler Devagar, a nascent palace of book culture more interested in restoration than preservation. After a brief stint in Lisbon proper, the bookstore relocated to the city’s fringe, opting to take up residence in the ex-industrial premises of Alcântara’s rapidly revitalized LX Factory (pronounced “el sheesh”). Now a hub of precocious restaurants, boutiques, art, and design, the area seems a perfect fit for Ler Devagar’s own ethos: not a site of Lisbon’s literary history but a sign of its literary future.

Ler Devagar“Read slowly.” That’s the literal translation of this three-story bibliophile’s dream and the persistent invitation of the shop’s open space. The optics are, in a word, stunning. Books line the aisles on the first floor and climb up every spare inch of wall on all three. To one side a massive outmoded printing press sits like a column, providing a tucked-away space for a coffee and wine bar (one of two in the store, with a cake shop to boot) and an anchor-point for the signature airborne sculptures strung across the shop: fanciful cyclist silhouettes lending an air of magic to the catwalks and stacked platforms. This is a place you can explore for hours on end even before you get to the books, an inexhaustible collection of new and secondhand titles with their own worlds to offer in a number of tongues.

It’s also a place where people can meet, mix, and collaborate. Ler Devagar is evidently designed with conversation in mind: everywhere tables are distributed plentifully, in unfussy clusters fit for lively groups and small, neat rows for quiet couples. Rotating exhibitions and regular readings, performances, and workshops push Ler Devagar from a bookstore to a dedicated community arts space. A small, still-functioning press rests on the uppermost platform amid an exhibition- and work-space for local artists; on one occasion, at least, it has spit out the warm, inked sheets of one of Lisbon’s award-winning independent newspapers. Sectioned off from the rest of the shop is the auditorium, Ouvir Devagar (“listen slowly”), comprising a stage and a couple dozen chairs that, if the online events calendar is any indication, receive ample use these days.

Ler Devagar has been counted among the world’s most beautiful bookstores for a few years now, but its larger project of restoration in Lisbon and around the country has also made it one of Portugal’s most valuable cultural projects. Just one example: in 2013 Ler Devagar proposed a project to restore eight different disused spaces in the historical castle-town of Óbidos, turning them into book-minded shops and spaces like the Literary Man, a library-style hotel decked with over forty thousand titles.

Two years later Óbidos became one of UNESCO’s twenty “Cities of Literature,” officially making history rather than preserving it. Along the way, Ler Devagar has made something else that may be just as important: an ample number of places for writers to take their coffee.

By Grant Schatzman. Writer and editor in Norman, Oklahoma, and a student of English literature and letters at the University of Oklahoma.

Full Article: World Literature Today, November 2017

A viagem à Sicília de Alberto Caeiro

A viagem à Sicília de Alberto Caeiro

19.99 €

Autor

Accursio Soldano

Sinopse

Após uma longa e cansativa viagem de comboio pela Sicília, Alberto Caeiro e o seu estranho companheiro de viagem chegam a uma aldeia da costa Sudoeste da ilha, com a intenção de visitar Filippo, um velho escultor de quem ouviram falar.

Entre Caeiro e este carrancudo artista-camponês siciliano, que esculpe cabeças nas pedras e nas árvores da sua quinta com vista para o Mediterrâneo, estabelece-se um diálogo singular, fio condutor deste assombroso encontro numa terra de lavradores e pescadores. Sob o sol ardente da Sicília, os dois viajantes entram num mundo labiríntico de contos e crenças ancestrais, percorrendo os caminhos estreitos que separam a realidade da ilusão.

Encomendas

livraria@lerdevagar.com