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// 15 Out  2019
 / 01 Nov  2019
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“No exercício continuo que tem vindo a acompanhar a prática artística de Carolina Sardinha de exploração das diferentes maneiras de como as formas orgânicas se desenvolvem através do tempo, a artista introduz agora, de forma bastante vincada, o conceito japonês de Ma que já vinha a ser interiorizado há bastante tempo. Os ensaios para capturar essa constante e infinita expansão da Natureza, do avançar do Tempo que cria novas reorganizações e apropriações espaciais continuam a ser explorados insistentemente. As formas iniciais vão-se alterando de maneira a repartir o espaço para as novas formas e, consequentemente, a Natureza desenvolve as suas próprias geometrias para optimizar esse espaço.
A ideia do vazio – Ma – como espaço pensado entre as formas e não simplesmente como espaço sobrante, como o Ocidente o interpreta, é explorada em cada obra.
Esta série tem o grande propósito de nos fazer apreciar esse nada. Tudo através de diferentes abordagens para fazer nos fazer sentir este conceito de Ma. É o espaço entre as extremidades, relação entre elas e não um vazio que separa duas coisas. É o tempo e espaço fundamentais que a Vida precisa para crescer. Não é a falta de nada mas sim o coração de tudo. Este espaço negativo é precisamente o que gera beleza do todo.”

 

 

Carolina Sardinha, nascida em 1982 e licenciada em Arquitectura pelo Instituto Superior Técnico, Lisboa.
O seu percurso sempre se delineou entre a Arquitectura e as Artes Plásticas conciliando a prática da Arquitectura com a sua própria produção artística. Entre outras formações no campo das Artes, realizou o Curso de Ilustração na Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 2010.

Em 2013 vai viver para Madrid e começa a frequentar o Taller Galeria de Grabados José Rincón, entra em contacto e inicia assim a sua paixão pela Gravura. Dedica-se então inteiramente às Artes, desenvolvendo o seu corpo de pensamento com continuidade.

No seu regresso a Lisboa, continua a desenvolver a técnica na Galeria Diferença.
A Gravura revelou-se a simbiose perfeita entre o seu desenho vincadamente intuitivo e o raciocínio e planeamento que estão por trás da produção calcográfica.

Iniciou a prática de studio próprio em Lisboa em inícios de 2018 assim como uma completa dedicação ao desenvolvimento do seu pensamento por trás de toda a sua produção artística.
Nesse mesmo ano, frequenta Projecto de Mentorado na Sociedade de Belas Artes de Lisboa.

 

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