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// 27 Mar  2019
 / 21 Abr  2019
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“Ao pintar da Faneca”, provérbio popular que assinala o momento oportuno, na oportunidade certa. Uma exposição sobre uma faneca? «Faneca», substantivo feminino; pela ictiologia, (a parte da zoologia que estuda os peixes), refere-se a um pequeno peixe da família dos gadídeos (Gadus luscus), frequente nas costas portuguesas e muito usado na alimentação. Faneca é também uma mulher interessante. Querida. Apetitosa. É a amante de um homem. “A minha pintura é com uma história interior. (…) É uma maneira de encarar, de destruir a realidade. (…) Não me vejo integrada em qualquer movimento. A razão para isso é talvez o facto de eu me inspirar em coisas que não têm a ver com pintura: caricatura, notícias de jornal, acontecimentos de rua, provérbios, cantigas infantis, danças de roda, pesadelos, desejos, medos.” (Paula Rego) Nesta exposição apresento parte das minhas histórias, assim, a partir deste enredo, tenho vindo a construir todo um conjunto de trabalhos. Desta forma, estas histórias são o resultado de um acumular de ideias, que envolvem distintas áreas, temas, pessoas e relações. Todas elas são contadas sempre pela arbitrariedade de um tempo; um tempo que se finge, que não existe e que num estado constante de verberação, parece que se poderá esgotar – “Eu não tenho tempo.”
Catarina Rodrigues é mestre em Arquitectura. No entanto, sempre se interessou por temas como, o desenho, a ilustração, o design, o teatro e a cenografia. Na área do teatro teve a oportunidade de contactar com Júlio Martín, Nuno Gil, João Mota, Bruno Bravo e ainda com Miguel Moreira. Assim, participou como actriz, nos espectáculos “A crise no Parque Eduardo VII” (2018), “A História Trágica da Vida e Morte de Doutor Fausto” (2016), “O Imperador da China” (2016), “A Boa Alma de Sé João” (2015) e ainda em “Dostoievski Trip” (2014). Na Ordem dos Arquitectos, frequentou a formação “Iniciação à Cenografia em Televisão”, com António Polainas, onde mais tarde, é convidada como cenógrafa, para os espectáculos “Saturnais” (2018) e “Je suis Werther” (2018). Depois disto, realiza alguns trabalhos como ilustradora e de design gráfico, na promoção dos espectáculos “Saturnais“ (2018), “A geada matou os narcisos” (2017) e “Esta noite grita-se” (2017). Finalmente, pode organizar a sua primeira exposição, “Faces I Bichos II” na “Open Day 8.0” no espaço ADAO (2018).