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// 23 Mai  2019
Categoria de Evento:
19:00 - 21:00

A oportunidade que conhecimentos locais oferecem para promover o desenvolvimento sustentável foi politicamente reconhecida pelas Nações Unidas em 1987. Eles poderiam oferecer às sociedades modernas soluções de manejo de recursos em complexos ecossistemas de floresta, montanha e zonas áridas. Contudo, não é raro encontrar exemplos e pesquisas em contrapé dessa posição denunciando a ameaça de certas práticas tradicionais ao ambiente. O V Café com Antropologia ambiciona revisitar esse debate. Fronika de Wit nos levará à floresta amazônica onde experiências de inclusão de conhecimentos indígenas nas políticas de governança climática estão sendo exitosas. De volta a Portugal, Joana Sá Couto trará a experiência da pequena pesca de Setúbal e a sua importância para a sustentabilidade, enquanto Catarina Grilo realçará as contradições existentes entre conhecimentos tradicionais e conservação do ambiente do ponto de vista da conservação marinha e da gestão das pescas. O Café com Antropologia é um ambiente descontraído que almeja a promoção de um diálogo informal e participativo.

 

 

Fronika de Wit
Fronika fez sua graduação em geografia humana e mestrado em estudos de desenvolvimento, ambos na Universidade de Utrecht, na Holanda. Após terminar o mestrado trabalhou com sustentabilidade local na câmara municipal de Dordrecht. De 2011 a 2016, ela viveu no Estado de Acre, na Amazônia Brasileira, onde trabalhou em projetos locais e internacionais socioambientais. Em 2016, Fronika começou seu doutoramento em alterações climáticas. O tema da sua investigação é Governança Climática Policêntrica na Amazônia, com estudos de caso no Brasil e Peru, sob a orientação do Professor João Ferrão.

Joana Sá Couto
Joana é licenciada em antropologia pelo ISCSP e mestre em estudos de ambiente e sustentabilidade pelo ISCTE-IUL. Ela tem vindo a interessar-se pelas questões ambientais e como estas têm vindo a afetar comunidades vulneráveis, tais como as comunidades piscatórias, os mares e oceanos, enquanto elementos naturais e culturais. A sua investigação tem como foco o impacto das alterações climáticas e do plástico na pequena pesca tradicional, utilizando a etnografia como método por excelência da escuta e empoderamento das comunidades.

Catarina Grilo
Catarina é bióloga especializada em conservação marinha, pescas e políticas do mar, e trabalha no Programa Sustentabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian. Recentemente, recebeu a Menção Honrosa do Prémio Terre de Femmes em Portugal pela criação do Cabaz do Peixe. É doutorada em Ciências do Mar pela Universidade de Lisboa, tendo também frequentado a Dalhousie University (Canadá); fez mestrado em Gestão Ambiental na Universidade Livre de Amesterdão (Holanda) e a licenciatura em biologia marinha na Universidade de Lisboa.

 

// Galeria (1º Piso) // Entrada Livre