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// 04 Dez  2019
Categoria de Evento:
21:00

SESSÕES CODEX são tertúlias culturais e artísticas dedicadas à vida e ao legado de figuras marcantes da História de Portugal. Em cada sessão, em ambiente tertuliano, os convidados CODEX irão manifestar novos olhares em formato aberto sobre a figura escolhida, permitindo a cada pessoa uma interpretação livre da personagem.

Com a participação de:
Maria Máxima Vaz
Paula Carreira
José Eduardo Franco
Pedro Picoito
Paulo Santos Costa (SCML)

Mário Soares (moderação)

 

// Galeria 1ºPiso // Entrada Livre
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VERÍSSIMO, MÁXIMA e JÚLIA alcançaram a santidade pelo martírio no dia 1 de Outubro do ano de 303 (ou 304), em Lisboa, às mãos do Império Romano que estava lançado na perseguição aos cristãos sob o governo de Diocleciano (284 a 305).

Nos tempos agitados do domínio Romano na Lusitânia, o Imperador Diocleciano mandou publicar editais na cidade de Lisboa para obrigar os cristãos a prestar culto aos ídolos. Os irmãos Veríssimo, Máxima e Júlia, recusando apostatar, apresentaram-se perante as autoridades romanas por indicação de um anjo. Fizeram pública a Fé que professavam e, perante isto, as autoridades tentaram persuadi-los à desistência. Foram então presos e etapas de castigos foram-se agravando perante a resistência destes três jovens. Mesmo depois de fortes açoites, flagelos, apedrejamento, continuavam a professar o nome de Cristo auxiliados pela força do Alto. Finalmente, foram degolados alcançando a palma do martírio. Seus corpos sofreram vários cuidados de ódio para que os cristãos não os pudessem fazer relíquias, mas os animais a quem foram dados não lhes tocaram as carnes nem quando foram deitados ao mar atados a pedras.
Deus quis que, mesmo assim, os corpos viessem dar à costa onde foram ali perto sepultados, na praia que veio a ser chamada de “Santos”, onde foi edificada uma ermida que D. Afonso Henriques mais tarde transformou em igreja. A 5 de Setembro de 1490, o Rei D. João II, em grande pompa, mandou transferir as relíquias dos santos mártires para um novo convento que tomou o nome de “Santos” (Mosteiro de Santos-o-Novo). Com o de Santos-o-novo passou a designar-se de Santos-o-velho ao da igreja de Santos. Em 1529 uma comendadeira da Ordem de Santiago (convento de Santos-o-novo), D. Ana Mendonça, ofereceu um belíssimo relicário para as relíquias dos Santos Mártires de Lisboa com uma inscrição: “Sepultura dos santtos martyres S. Veríssimo, Santa Maxima & Iulia, filhos de hum senador de Roma, vindos a esta cidade a receber martírio, por revelação do Anjo. Iazem nesta sepultura os seos santos corpos, os quaes há 1350 annos que padecerão & forão trasladados a esta casa onde jazem”. O Cardeal D. Henrique em 1566 elevou esta igreja a paróquia. O edifício foi reedificado depois do terramoto de 1755.
Ao longo dos séculos foi grande a fama destes santos mártires de Lisboa por toda a Península Ibérica sobretudo em algumas antiquíssimas igrejas de Portugal e Espanha. 200 anos depois do martírio o feito já contava nos calendários litúrgicos da Península Ibérica.
Embora o núcleo da tradição do culto aos Santos Mártires de Lisboa sempre tenha sido em Lisboa, cidades como o Porto e Braga, por exemplo, têm paróquias cujo orágo é S. Veríssimo ou os Santos Mártires.

fonte: ascendensblog