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// 28 Jul  2021
Categoria de Evento:
18:00 - 19:30

 

 

A mistura de dois componentes forma a solução, assim nos ensina a química. Vejamos os componentes e os motivos que originam o encontro entre o violoncelista Guilherme Rodrigues, a viver em Berlim, e o saxofonista Rodrigo Amado.

É visível a fortíssima marca que Amado imprimiu no panorama da música improvisada na Europa. Habituado a fazer uso da sua imensa criatividade seja com o seu Motion Trio, This Is Our Language, The Attic ou em duo com o baterista Chris Corsano, o músico inspira-se na tradição dos grandes mestres criadores do free jazz Ornette Coleman e Albert Ayler. Rodrigues está esteticamente mais sedimentado na música contemporânea e experimental. Músico versátil e intuitivo, tem colaborado com Pedro Carneiro, Carlos “Zíngaro”, Dietrich Petzold, Harri Sjöström, Rodrigo Pinheiro e Hernâni Faustino.

Enquanto o nosso rumo comunitário ficou parado neste último ano, o isolamento não diminuiu a vontade de ambos para desenvolver e cultivar novos (re)encontros.

Com estes dois músicos podemos esperar a concepção Kafkaniana que a partir de um certo ponto já não há regresso. É esse ponto que deve ser alcançado.

Só podemos agradecer e deixarmo-nos guiar pela energia vivificante destes dois músicos.

 

// Jazz Messengers // 1º Piso

@jazzmessengerslisboa 

 

 

 

 

Guilherme Rodrigues é um violoncelista, improvisador, explorador de som e compositor de Lisboa, Portugal. Nasceu em 1988 e começou a estudar violoncelo e trompete quando tinha sete anos na Orquestra Metropolitana de Lisboa e mais tarde no Conservatório Nacional de Música de Lisboa para estudar clássicos e teoria musical até aos seus vinte e três anos. Com uma abordagem intuitiva à improvisação e exploração dos timbres, utilizando tanto técnicas clássicas como extensivas, a sua música é excitante, polirítmica e cheia de contrastes. O seu trabalho sonda a fisicalidade do espaço em que a audição ocorre. A sua música, incluindo tanto obras acústicas como electro-acústicas, tem sido descrita como delicada, intensa, concentrada e física. Para além do trabalho em conjuntos musicais que vão do clássico contemporâneo à improvisação livre, trabalha frequentemente com bailarinos. Tem criado música para teatro, rádio, televisão e cinema mudo. Faz parte da editora Creative Sources Recordings, director musical da Hosek Contemporary Art Gallery e membro activo da Reanimation Orchestra. Tem seguido uma carreira profissional na música desde 1997 e actua em concertos e workshops em toda a Europa e Ásia. Actualmente a viver em Berlim.

 

 

 

 

Rodrigo Amado foi nomeado, pelo sétimo ano consecutivo, pela prestigiada El Intruso International Critics Poll como um dos cinco melhores saxofonistas tenor em actividade, ao lado de Evan Parker, Joe Lovano, Ken Vandermark, Jon Irabagon, Ivo Perelman, James Brandon Lewis, Chris Potter ou Ingrid Laubrock. Editou em 2018 “A History of Nothing” (Trost), o segundo álbum do quarteto que mantém com três das mais importantes figuras do jazz livre actual – Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano. Já em 2019, editou dois novos álbuns – “No Place To Fall”, em duo com Chris Corsano, e “Summer Bummer”, em trio com Gonçalo Almeida e Onno Govaert – e realizou uma extensa tournée Europeia com o seu quarteto americano. O ano de 2021 anuncia-se intenso, com a edição de quatro novos álbuns e a realização de diversas tours. Com o seu quarteto americano, à frente dos Motion Trio, com Miguel Mira e Gabriel Ferrandini, ou integrado nos Humanization Quartet, Amado realizou nos últimos anos inúmeras tournées na Europa e nos Estados Unidos, tendo passado por salas de referência como o Snug Harbor em New Orleans, Hideout em Chicago, The Stone em Nova Iorque, Bimhuis em Amsterdão, DOM em Moscovo, Jazz House em Copenhaga, Cafe Oto em Londres, Pardon To Tu em Varsóvia, De Singer em Antuérpia, Manufaktur em Estugarda ou a State Philharmony Hall em Oradea, vendo o seu trabalho aclamado em publicações internacionais de referência como a revista The Wire, ou os jornais El País e Folha de São Paulo. Com uma série de novas tours previstas para 2021 e 2022, Amado afirma-se, cada vez mais, como um dos mais destacados improvisadores Europeus. Como refere o crítico e escritor norte-americano Stuart Broomer nas liner notes que escreveu para “This Is Our Language”, “Amado is an emerging master of a great tradition, more apparent with each new recording or performance.”