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// 10 Dez  2018
 / 03 Jan  2019
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A colectiva Las Piteadas dá as boas-vindas a uma nova integrante, a artista Sou Calada (Laura Calado) e para celebrar o crescimento desta familia apresentamos este mash-up que traz o trabalho pessoal de Sou Calada com a série intitulada Leave Me a-Love + Resgatando as Vénus da colectiva Las Piteadas.
Uma exposição que apresenta uma nomenclatura de cores, amor e uma visão fresca e renovada dos corpos femininos. Duas propostas que se conectam através de um pensamento body positive e da desconstrução de estereótipos. Uma com o olhar no passado, numa tentativa de reciclar velhos e opressivos padrões de representação, e outra com uma perspectiva inovadora e desafiante que confronta as problemáticas do body shaming com o poder do amor próprio.
Reivindicando a luta pelo nosso território primo — o corpo, enchemos esta quinta-feira a galeria da Ler Devagar com esta empoderadíssima parceria artística.

A Colectiva Artística Las Piteadas nasce, em 2017, de uma vontade de utilizar a arte como uma ferramenta de intervenção social para a luta e reivindicação dos direitos humanos. Surge da urgência de explorar caminhos de empoderamento através do trabalho colaborativo. E é nesta linha de acção, do fazer autodidata e autogestionado do movimento DIY (Do It Yourself), que a colectiva propõem-se a construir no DIT (Do It Together).
Focando-se em temáticas como igualdade de género, direitos MOGII (Marginalized Orientation, Gender Identity, and Intersex), e body and sex positive, a colectiva têm vindo a desenvolver um plano de ação que passa pelo repensar de problemáticas tais como a influência da normatividade opressiva nas representações artísticas, na invisibilidade do trabalho e luta das mulheres e minorias identitárias em todas as esferas e na sobrevalorização duma minoria elitista que se impôs como universal.
Assim, o processo de produção artística têm proposto como objetivos abrir espaço para a desconstrução de estereótipos, reciclando o velho e oferecendo novos e variados arquétipos, desmistificando os corpos e celebrando a diversidade. Relembrando também a luta de grandes antecessoras históricas esquecidas na história patriarcal e visibilizando as lutas actuais, e sobretudo, conectando e colaborando com os movimentos activistas feministas, queers, antiracistas, anarquistas, etc. de Portugal e do mundo.
Com tudo isto, a colectiva é um grupo aberto sempre em busca da criação de pontes, quer seja a nível inter-colectiva, inter-social ou inter-disciplinar, o que permite atravessar multiplicidade de movimentos sociais (interseccionalidade) mas também a aprendizagem transversal de diferentes áreas de estudo e experimentação. Exemplificando, a coletiva consegue integrar artes tão diversas como a ilustração, muralismo, fotografia, vídeo, performance, escrita, etc.